Descrição
Não é pela titulação que se conhece uma pessoa. Mas, neste momento em que me assumi como candidata ao Conselho da Diáspora Açoriana, sinto-me no dever de apresentar pelo menos uma relação de títulos que indique o que realizei durante a minha vida escolar e de formação profissional iniciada muito cedo, quando ainda a Lei permitia ao jovem trabalhar a partir dos 14 anos de idade (trabalho de menor), recebendo como remuneração a metade do salário mínimo por oito horas de trabalho.
A rede de ternura entre professor e aluno é indelével, eterna. Por isso, o meu reconhecimento e reverência a quem me ajudou a ser quem sou, a começar por meus pais, meus irmãos, minha família e meus primeiros professores do Grupo Escolar Feliciano Pires: do 1o ano, professora Noêmia Albani; do 2o ano, Nely Stuart; do 3o ano, Maria Lúcia Mayworme; do 4o ano: Meta Becker; do 5o Ano, Yolanda Falconi. A todos os que vieram também o meu preito de gratidão. Bem hajam todos!
Descrição
Alguns exemplares de Quase... de Corpo Inteiro ficaram no limbo do esquecimento desde os últimos volumes doados aos alunos da rede escolar da Grande Florianópolis, no início da primeira década do século XXI.
Agora, passados 27 anos, quando a saudade mais aperta, principalmente pela ausência dos que partiram em definitivo deste nosso orbe, coube-me a responsabilidade de trazer aqueles poemas tão significativos para mim à luz de uma nova categoria de leitores. Tomara que agradem, porque foram escritos do fundo da minha alma. Da primeira versão, deixei de fora alguns poemas que manifestavam expressão de dores existenciais muito profundas. Hoje, acredito que, mesmo que o poeta tenha suas razões (e nem sempre são resultado da biografia autoral), o autor deve poupar a sensibilidade do leitor para assuntos controversos ou muito particulares.
Espero que gostem. [Vilca Marlene Merizio]
Descrição
Dezembro, 1989: II Encontro de Escritores Açorianos, Solar de Lalém, São Miguel, Portugal. Historicamente, duas fotos registram a presença de intelectuais das ilhas e terras da diáspora: Machado Pires, Urbano Bettencourt, João de Melo, Zeka Soares, Onésimo de Almeida, Vamberto Freitas, Eduíno de Jesus, Vasco Pereira da Costa, Mayone Dias, Víctor Rui Dores, Gilberta Rocha, José Manoel M. de Aguiar, Afonso de Quental e Luiz Fagundes Duarte. que continuam firmes na senda literária.
Dos já falecidos, nomes e obras enaltecem a literatura lusófona: Adelaide Baptista, Daniel de Sá, Dias de Melo, José Martins Garcia, Fernando Aires e Carlos Cordeiro.
Vilca Marlene Merizio, a autora, estava entre eles e, desde então, estuda Literatura e Cultura Açorianas.
Este livro contém textos resultantes de seus cursos, ensaios e crítica literária apresentados em forma de conferências, comunicações e palestras em Portugal e no Brasil.
Vale a pena ler.
É uma homenagem aos escritores..
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Tomás sabia as ilhas de memória porque crescera dentro delas, fora a sua gestação uma gravidez de terra e mulher, nascera trazendo no sangue os caminhos tortuosos das encostas […] "tão determinado como o vulcão que o expelira para o mundo, tão definitivo como as quedas que lhe roubaram a vista". [...]
Conduzindo Lídia pelo caminho dos íngrenes rochedos até a serenidade das fajãs, o cego dos Capelinhos soube transmutar o inferno de Lidia em poesia. Tomás, o homem-ilha. Lídia: a décima Ilha. “Nos caminhos da realização”. In Há flores e frutos no colo das ilhas…
(Merizio)
Descrição
Neste ano de 2023, em que celebro seis décadas da minha vida, dedicadas à educação – ensino da língua portuguesa e das literaturas brasileira e portuguesa – concomitante à cultura e à arte, e que comemoro 35 anos de Poesia, recebi o simpático convite da professora Susana Antunes, da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, Estados Unidos, para integrar a coleção dos Cadernos de Estudos Açorianos, dos Colóquios da Lusofonia, Açores, Portugal, com edição de Chrys Chrystello (AICL).
Esse convite muito me orgulha em razão da excelência do valor literário de todos os nomes que constam dos 40 fascículos já publicados. Por isso, e porque desde 2007, conheço a grande repercussão que os encontros bienais dos Colóquios da Lusofonia, no continente português e nas terras da diáspora açoriana conquistaram, e por haver participado em dez de suas sessões presenciais, nas ilhas do Pico (duas vezes) e na de São Miguel (8 vezes), quando apresentei palestras, resultado de pesquisas literárias, a maioria sobre poetas e ficcionistas dos Açores, agradeço, de coração aberto, a indicação do meu nome pela professora Manuela Marujo, e, em especial, todo o trabalho da professora Susana Antunes na organização do material para publicação.
Algumas narrativas que aqui apresento, já foram anteriormente publicadas no Brasil em livros, antologias, coletâneas, revistas etc.
Este ensaio literário, concebido em 1998, inscreve-se como parte do percurso acadêmico da autora, apresentado em cumprimento de exigência parcial de aprovação no Concurso Público destinado ao cargo de Professora Titular de Literatura Portuguesa, no âmbito do Centro de Comunicação e Expressão do Departamento de Línguas e Literaturas Vernáculas da Universidade Federal de Santa Catarina. Posteriormente, o texto foi publicado entre as páginas 329 e 377 da obra Dá ROSAS, ROSAS, a quem sonha rosas. Sobre alguns poetas, escritores e artistas brasileiros e portugueses, consolidando-se como testemunho crítico e interpretativo de diálogos literários que atravessam fronteiras culturais e linguísticas. Coleção Estudos Literários. V.2. Blumenau: Nova Letra, 2013. 403 p. il. ISBN 978-85-7682-2. 1. Literatura em Português. 2. Brasileira. 3. Portuguesa. 4. Açoriana. 1. Título.
No ano de 2023, marco em que celebrei seis décadas de dedicação à educação — no ensino da língua portuguesa e das literaturas brasileira e portuguesa, sempre em diálogo com a cultura e a arte — e em que assinalei 35 anos de trajetória poética, tive a honra de receber o convite da professora Susana Antunes, da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, Estados Unidos, para integrar a coleção dos Cadernos de Estudos Açorianos, vinculados aos Colóquios da Lusofonia, nos Açores, sob a edição de Chrys Chrystello (AICL).
Tal convite constituiu motivo de legítimo orgulho, não apenas pela excelência literária dos nomes que compõem os 44 fascículos dos Cadernos Açorianos já publicados, mas também pela relevância cultural dos encontros promovidos pela Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia, cuja repercussão, desde 2007, se estende tanto no continente português quanto nas ilhas açorianas. Ao longo desse percurso, participei de dez sessões presenciais — duas na ilha do Pico e oito em São Miguel — nas quais apresentei palestras resultantes de pesquisas literárias, em sua maioria dedicadas a poetas e ficcionistas açorianos.
Algumas das narrativas e ensaios ora reunidos já haviam sido divulgados no Brasil, em livros, antologias, coletâneas e revistas; contudo, encontram agora novo espaço de circulação e diálogo, reafirmando o papel da lusofonia como território de encontro e partilha literária.